MBR e Tabela de Partições

16 de julho de 2008

Origem:

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=7050

Introdução

Quando compramos um HD novo, a primeira coisa a se fazer é formatá-lo para então instalarmos o sistema operacional desejado. São vários os programas disponíveis de particionamento, como o qtparted, gparted e o cfdisk.

Os programas para particionamento são responsáveis por salvar o particionamento na tabela de partição, gravada no início do HD. É esta tabela que contém as informações sobre o início e o final de cada partição.

Depois do particionamento é necessário fazer a formatação de cada uma das partições, onde podemos escolher o sistema de arquivos que será usado em cada uma delas (reiserfs, ext3, ntfs, etc.).

Ao instalarmos o sistema operacional é gravado mais um componente, o gerenciador de boot, que é responsável por carregar o sistema operacional ao ligarmos o PC.

Tanto o gerenciador de boot como a tabela de particionamento do HD são gravados no primeiro setor do disco, mais conhecido como trilha MBR, que contém apenas 512 bytes. Destes, 446 bytes são reservados para o setor de boot, enquanto os 66 bytes restantes guardam a tabela de partição.

Fazendo backup da MBR

Ao trocarmos de sistema operacional, geralmente subscrevemos a MBR com um novo gerenciador de boot, mas a tabela de particionamento só é modificada ao criar ou deletar partições. Caso os 66 bytes da tabela de particionamento sejam subscritos ou danificados, perdemos o acesso a todas as partições do HD, parecendo que ele está vazio, como que tivesse sido completamente apagado.

Para que isso seja evitado, pode-se fazer um backup da trilha MBR do HD. Assim é possível recuperar tudo casso ocorra alguma eventualidade. Para que isso seja feito, precisamos digitar o seguinte comando:

# dd if=/dev/hda of=backup.mbr bs=512 count=1

O comando irá fazer uma cópia dos primeiros 512 bytes do “/dev/hda” no arquivo “backup.mbr”. Se o seu HD estiver instalado na IDE secundária (como master), ele será visto pelo sistema como “/dev/hdc”. Basta indicar a localização correta no comando. Também é possível salvar o arquivo em uma mídia removível, como disquete ou pendrive, e enviar o arquivo para o seu e-mail.

Recuperando a MBR

Recuperando a MBR através de backup
Caso algum dia a tabela de particionamento lhe deixe na mão, você pode dar o boot com o CD do Kurumin e regravar o backup com o comando:

# dd if=backup.mbr of=/dev/hda

Neste caso, é extremamente importante que sempre que você reparticionar o HD, atualize o arquivo de backup.

Recuperando a MBR sem backup
Caso a tabela de particionamento seja perdida e você não possua um backup, pode ainda haver uma luz no fim do túnel. O gpart é capaz de recuperar a tabela de particionamento e salvá-la de volta no HD na maioria dos casos. Você pode executá-lo dando boot pelo CD do Kurumin. Você também pode baixá-lo no site:

* http://www.stud.uni-hannover.de/user/76201/gpart/#download

Após baixar o gpart.linux, que é o programa já compilado, é necessário marcar a permissão de execução do mesmo:

# chmod +x gpart.linux

No Kurumin você pode instalá-lo pelo apt-get:

# apt-get install gpart

Execute o programa indicando o HD que deve ser analisado:

# ./gpart.linux /dev/hda

O teste demora um pouco, pois ele lerá o HD inteiro para determinar onde começa e termina cada partição. No final, ele exibe um relatório com o que encontrou:

Primary partition(1)
type: 007(0×07)(OS/2 HPFS, NTFS, QNX or Advanced UNIX)
size: 3145mb #s(6442000) s(63-6442062)
chs: (0/1/1)-(1023/15/63)d (0/1/1)-(6390/14/61)r

Primary partition(2)
type: 131(0×83)(Linux ext2 filesystem)
size: 478mb #s(979964) s(16739730-17719693)
chs: (1023/15/63)-(1023/15/63)d (16606/14/1)-(1579/0/62)r

Primary partition(3)
type: 130(0×82)(Linux swap or Solaris/ x86)
size: 478mb #s(979896) s(17719758-18699653)
chs: (1023/15/63)-(1023/15/63)d (17579/2/1)-(18551/3/57)r

Se as informações estiverem corretas, você pode salvar a tabela no HD usando o parâmetro “-W”:

# gpart -W /dev/hda /dev/hda

Como é possível perceber, precisamos indicar o HD duas vezes. Na primeira, indicamos o HD que será vasculhado e em seguida em qual HD o resultado será salvo. Caso você possua dois HDs iguais, é possível salvar o resultado no segundo HD usando o comando:

# gpart -W /dev/hda /dev/hdc

O gpart não tem muita eficiência quando se trata em localizar partições estendidas (hda5, hda6, etc); em boa parte dos casos ele só consegue identificar as partições primárias (hda1, hda2, hda3 e hda4). Nestes casos, podemos usar o cfdisk ou algum outro programa de particionamento para criar manualmente as demais partições (apenas crie as partições e salve, não formate). Se você souber indicar os tamanhos aproximados, principalmente onde cada um começa, você conseguirá acessar os dados depois.

Conclusão
Muitas vezes vemos acontecer com nossos amigos ou com nós mesmos de perder um HD devido a alguma falha na trilha MBR. Na maioria das vezes, sem o usuário saber que poderia ter feito um backup, o HD acaba sendo descartado, o que gera custos na aquisição de um novo HD e na perda de dados muitas vezes importantes.

Espero que este artigo seja de alguma importância para os usuários que querem que seus dados estejam sempre a salvo no caso de alguma eventualidade.

Referência
MORIMOTO, C. E. Linux: ferramentas técnicas. Porto Alegre: Sul Editores, 2005.

jQuery Functional Demos

15 de julho de 2008

Muito bons exemplos funcionais relacionados ao uso do jQuery aqui neste link (http://ui.jquery.com/functional_demos/#ui.datepicker)

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!

14 de julho de 2008

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
…e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe - quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

E-TextEditor

13 de julho de 2008

Encontrei o site do Vinicius Ebersol (http://vebersol.net/2008/6/19/e-texteditor-o-poder-do-textmate-para-windows) comentando sobre o “E-TextEditor: O poder do TextMate para Windows”. Espero que seja bom pra vocês quanto valeu pra mim, conhecer o programinha e ler o artigo.

Atualmente, me vi com necessidade de utilizar Windows e nenhum dos editores que são conhecidos são necessariamente o que eu procurava. O que mais se aproximava às minhas necessidades foi o Eclipse, contudo, não era nem perto do ideal. Saí a procura de um software que supria as minhas necessidades. Dei uma googlada e encontrei o E–TextEditor que parece ser uma ferramenta boa e segundo o screencast da página inicial tem bons recursos.

jProton por Pedro Simonetti

13 de julho de 2008

Namespace central do framework. jProton é um namespace executável, de modo que ele é tanto um agregador de métodos/atributos quanto uma função. Como namespace, ele é o agregador de todas funcionalidades do framework. Como função, ele é um atalho para o principal recurso do framework: a seleção de elementos do documento

Bem, estive procurando na internet e fazendo umas pesquisas para adequar a um projeto, e depois de passar por CMS, WordPress, Ajax, JQuery, entre outros, me deparei com um outro projeto muito interessante, educado e de muito boa “pegada”. Li, gostei do “tom da conversa” e logo fiz questão de dar a minha contribuição (pelo que lí, eles aceitam singelas contribuições sim, como um link e divulgação e é por esse caminho mesmo que a coisa vai andando). Guadei o link para visitas mais constantes, envei e-mails indicando e em especial, convidando o Saulo Nardin (olha ai Saulo o seu blog tendo um assunto interessante pra inaugurar) que tem formação na área de Software Livre. Manja, gosta muito do assunto e tem grande competência pra dar sua contribuição. Enviei a cópia do e-mail e links ao Santiago Sanches, outro fera companheirão de projetos e por aí a fora. Somos três a mais e que já podemos disparar a outros tantos.

Aprendi outra coisa por lá também:

Recentemente, eu assisti a uma entrevista com Michel Bauwens que botou várias minhocas em minha cabeça. Ele aborda o tema peer-to-peer (P2P), mas não no sentido popular de compartilhamento de arquivos o qual estamos acostumados, e sim, como a dinâmica relacional das redes distribuídas. Sua fascinante visão holística do mundo transporta o conceito de P2P para diversos aspectos de nossa vida como política, economia, religião, arte, entre muitos outros.

Na língua portuguesa, a comunicação P2P é normalmente referenciada como “ponto-a-ponto” (no Brasil) ou “par-a-par” (em Portugal), porém ambas as termilogias se distanciam do sentido real da palavra peer em inglês, que é colega, amigo.
Uma rede P2P é na verdade uma rede de amigos, uma fraternidade, e não simplesmente um aglomerado de pontos.”

Links:

http://jproton.com.br/2008/07/08/ajudar-e-facil-e-faz-bem/

http://jproton.com.br/ (engraçado que aqui, coloquei o www (http://www.jproton.com.br/) e não abre. Apenas consegui acesso usando só http://. Descobrir que era esse o problema foi depois de pensar que o site estava fora. Daí lembrei de sites como caixa.gov.br, submarino.com.br entre outros que tinham (será que ainda têem?) o mesmo problema ou de forma invertida (precisavam do www dando erro se puséssemos somente http://).

http://docs.jproton.com.br/

Boa a iniciativa da rapaziada e muito bem-vinda. Sorte e sucesso pra turma.

de:

farley.rangel][gmail.com

para:

saulonardin][gmail.com

sanchexm][gmail.com

"Saulo, queria saber se vc conhece o projeto http://jproton.com.br/. Achei interessante, e comentar com vc não poderia deixar de acontecer. Quem sabe vc passa por lá e deixar uma pitada de tempero de seu conhecimento com a turma que me pareceu bem legal. Está dentro da sua área e seu blog poderia ter uma matéria inaugural, já que subiu dias atrás (e ainda precisa inaugurar), falando a respeito do trabalho da jPronton. Vou colocar no meu blog o link e falar algo a respeito. Também estou mandando pro Sanches uma cópia deste e-mail.

Grande abraço,

Farley Rangel
http://farley.com.br

www.colorjack.com

11 de julho de 2008

colorjack

desenho

28 de junho de 2008



Animated Illusion, Solved! - video powered by Metacafe

Linux sim, dá licença!

26 de junho de 2008

linux simHoje trabalhei o dia todo no Linux e foi muito produtivo, do ponto de aprendizado (ainda perco muito em produtividade no linux, por conta do que faço no windows). Mas, no final do dia, depois de uns testes, tive que ir para o windows e terminar um serviço com prazo apertado. Fui, fiz o trabalho de forma relâmpago, se comparado ao tempo que levo no linux por não conhecer as “manhas” do GIMP e InkScape (ótimos por sinal). Mas, deu pau mesmo foi na hora de imprimir pq não saiu direito o trabalho.

Terminei o trabalho no windows e voltei correndo pro linux. Um pouco de tempo no windows (tudo funciona lá), foi suficiente pra me irritar com as atualiações demoradas (gigantescas mesmo), propaganda da própria microsoft no meu windows que é original (compra, compra, compra) além dos programas de terceiros enchendo o saco para licenciar as cópias de teste instaladas. Dá na paciência viu?

No Linux, tenho algumas dificuldades. Nem tudo funciona (ainda) e estou precisando aprender novamente coisas que já faço muito bem no CorelDRAW! e Photoshop, mas “a casa” é nossa. Fico bem mais à vontade e o que funciona, funciona de verdade.

Fiquei impressionado com o consumo de memória ram no windows (Vista Home Premium) assim que termina de carregar, cerca de 1.2GB, sem chamar os programas que uso. No linux (ubuntu 8.04), com minha placa ATI Radeon 1.200 o compiz fusion e o desktop rodando bem rápido, são cerca de 400MB de ram que o bichinho consome.

Bem, é meu o comentário e que resolvi registrar aqui somente para efeito de comparativos meus e de meus amigos. Por isso, dispenso (educadamente) as guerrinhas contra os SOs. Gosto do Linux e da filosofia que faz do software livre o fenômeno que é. Uso o windows por falta de opção em relação a trabalhos que preciso fazer.

Fora isso, tudo vai bem, obrigado.

Notebook Toshiba Satellite A215-S6804 com 4GB de RAM (o padrão dele é 2GB RAM) no restante é a configuração de fábrica.

fontes true type no ubuntu

26 de junho de 2008

link do artigo original:
http://siriarah.wordpress.com/2008/01/30/instalando-fontes-truetype-ttf-no-ubuntu-710-2/

O primeiro passo é baixar ou copiar as fontes TTF que se deseja instalar no Ubuntu em um diretório de sua preferência (em meu caso adotei este: /home/fabio/down/fontes);

Para instalar as fontes existem duas formas: a primeira é somente para um usuário específico e a segunda é para todos os usuários da máquina.

Abra um terminal no Ubuntu e digite os comandos abaixo (note que o texto escrito depois do símbolo # é um comentário, ou seja, não será intepretado ou executado pelo terminal):

(1) Para um usuário específico
cd /home/fabio/down/fontes
# cria o diretório fonts dentro do seu usuário caso ele não exista
mkdir /home/fabio/.fonts/
# cria o diretório ttf-fonts onde será copiada a fonte desejada
mkdir /home/fabio/.fonts/ttf-fonts
# copia a fonte (substituir nome_da_fonte pelo nome da fonte :) ) para o diretório anteriormente criado
cp nome_da_fonte.ttf /home/fabio/.fonts/ttf-fonts
# atualiza o cache das fontes, onde -f força uma varredura dos diretórios e -v exibe o resultado no terminal
sudo fc-cache -f -v

(2) Para todos os usuários do sistema
cd /home/fabio/down/fontes
# cria o diretório ttf-fonts dentro do seu usuário caso ele não exista
sudo mkdir /usr/share/fonts/truetype/ttf-fonts
# copia a fonte (substituir nome_da_fonte pelo nome da fonte :) ) para o diretório anteriormente criado
sudo cp nome_da_fonte.ttf /usr/share/fonts/truetype/ttf-fonts
# atualiza o cache das fontes, onde -f força uma varredura dos diretórios e -v exibe o resultado no terminal
sudo fc-cache -f -v

A maior diferença entre a instalação (1) e a (2), é que a (2) é instalada para todos os usuários do sistema, sem que se precisem instalar fontes diversas para usuários diferentes; todos compartilham das mesmas fontes.

Fiz no InkScape… com muita honra!

26 de junho de 2008

inkscape
Até que enfim consegui sair um pouco do CorelDRAW! Tenho notado que o InkScape está dando um bom show. Além de tudo de bom que pode oferecer, é gratis. Duvido muito que a maioria que trabalha com CorelDRAW! por aí, tenha adquirido sua licença que é cara. O InkScape faz muito bem o trabalho dele e sem colocar o profissional ou freelance na pirataria.